É linda a história de uma pequena criança que brinca no seu
cantinho, sem quer incomodar, só querendo brincar. Sempre que falamos disto não
usamos um vocabulário muito complexo, pois as crianças são simples seres
felizes que gostam da sua vida, que reclamam só porque preferem aquele ao outro
brinquedo. No fundo todas as crianças são iguais, todos aparentam ter os mesmos
desejos, sempre com gostos diferentes mas nunca querendo ficar atrás do seu
amigo. No entanto, a história do menino que vos vou contar é um pouco mais
diferente, um pouco mais confusa.
Era uma certa vez, um menino pequenino. Este menino era
muito adorado, mas nunca pelos outros meninos.
Ele apesar de ter noção que o
seu papá, a sua mamã e a sua família gostavam dele, não era tão feliz como os
outros meninos da sua escola. Apesar de se achar diferente dos outros, ele não queria ficar
atrás na felicidade, então inventava coisas, pois era muito engenhocas, para
que fosse feliz e ao mesmo tempo cativasse os outros a gostarem dele. Depois de
muitas tentativas verificou que tinha sido tudo em vão, os outros continuavam a vê-lo da mesma forma. Ele sentia-se confuso e triste.
Aprendeu rapidamente a escrever e a ler. Gostava imenso de
fazer contas, mas começou sentir que se libertava exprimindo no papel o que sentia, o que sempre ficou preso no coração. No entanto, nunca conseguia se exprimir como queria porque tudo era confuso na cabeça dele, no seu pequeno coração.
Um dia à tarde, estava ele sentado no chão da sua varanda,
encostado na parede de sua casa, espreitando com os seus grandes olhos o céu.
Notava-se uma tristeza no rosto da criança. Era compreensível: só havia nuvens,
o céu estava coberto. Ele reflectiu o que via sendo a sua vida onde: ele seria
o sol, a terra seria os seus colegas e as nuvens a barreira que faziam com que
estes não percebessem como realmente ele era . Então pensou: “E quando o Sol se
revelar entre as nuvens?”.
Levantou-se apressadamente e foi tirar uma folha de
papel branca da impressora, pegou numa caneta e começou a escrever.

