sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Feliz Natal e Bom Ano Novo!!!

Depois do Ricardo Araújo inventar tudo na PT, apareceu o Miguel que também fui entrevistado...   



Repórter: Vamos falar um bocadinho do FELIZ NATAL…
Miguel: “Feliz Natal” que fui eu que inventei! O Pai Natal chamou-me queria fazer qualquer coisa e eu “Feliz Natal” e o pessoal “iiieena pah!” e eu “pois é”, queres ver? Psst… Feliz Natal…
TODOS: iiieena pah!
Miguel: Pois é!... Viste?
Repórter: Portanto, a seguir ao “Feliz Natal” vem o Ano Novo…
Miguel: “Ano Novo” o mais giro é que fui eu que inventei também! Antigamente não havia ano novo era sempre o mesmo ano e eu “Ano Novo”, e as pessoas que estavam ouvir disseram “épah c’um catano” e eu “bai buscare”, queres ver? Psst pah “Ano Novo”
TODOS: épah c’um catano!
Miguel: bai buscare!... Viste eu, ãh…
Repórter: Bem, no natal oferecemos presentes…
Miguel: “Presentes” que fui eu que inventei também! Primeiro pensei no “P” e depois, ai e tal, “presentes” disse eu, para oferecer no natal e assim, “presentes” e as pessoas “presentes? Uba uba ararara” e eu “épah também já estamos áparvalhar” queres ver?
TODOS: uba uba ararara
Miguel: épah também já estamos aparvalhar, vês?
Repórter: Bom, a maneira necessária para um bom natal é juntar os familiares…
Miguel: “familiares” que sou eu que invento! Primeiro inventei a família, mas pensei “não está mau, mas não batia tanto…” e depois “pera, familiares” disse eu, e as pessoas “familiares? Épah, este individuo não só é genial, como aparenta ser espectacular na cama”, queres ver? Pah, “familiares”…
TODOS: Épah, este individuo não só é genial, como aparenta ser espectacular na cama..
Miguel: Vês?...
Repórter: Outra característica do natal é que só o desejamos às pessoas fixes…
Miguel: Desejar às pessoas fixes que também fui eu que inventei, que antigamente as pessoas diziam “épah, eu bem quero desejar, mas não sei a quem desejar” e eu “épah, desejar às pessoas fixes” e malta “pera é isso, não mexas mais” e eu “pudera”, queres ver? Psst… Desejar ás pessoas fixes…
TODOS: é isso não mexas mais…
Miguel: pudera… viste?
Repórter: Basicamente você intentou, hum.. tudo…
Miguel: naahh… também não vamos exageram com o.. sim, fui eu que inventei tudo!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Dor



Num momento sincero
Decidi ser o melhor
Por isto eu espero
Apagar toda a nossa dor

Toda a nossa dor
Que alguém um dia nos deu
Por isso te peço: por favor
Junta o teu mundo ao meu

Apagaremos sem saber
Nós queremos o mundo
Sentiremos todo o prazer
E surgiremos lá do fundo

Já nada é igual
Nós lutaremos pra sempre
E quando tudo for banal
Tu estarás contente

Tu estarás contente
Por saber de cor
Que seguindo em frente
Apagaremos essa dor

Apagaremos sem saber
Nós queremos o mundo
Sentiremos todo o prazer
E surgiremos lá do fundo

Surgiremos lá do fundo
Sentiremos todo o prazer
Nós queremos o mundo
Apagaremos sem saber

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

"TUDO" OU "NADA"

«Que tempo espera por nós? Já não sabemos contar o 12 traços que dividem o nosso relógio. É um mundo aparte daquele que queremos viver. Se tudo o que eu não soubesse fosse ler as horas no relógio não seria muito difícil enfrentar as barreiras que se atravessam. Se não as saltasse as duas horas da tarde, saltarias mais tarde, mas sempre as conseguiria transpor  Agora assim não. Não tenho força nas pernas para tal tamanho. Não tenho destreza nos braços para tal impulso. Nem inteligência para descobrir uma maneira mais fácil de saltar o muro. Então limito-me a ter “nada”. “Nada” é uma palavra á qual não podemos designar uma coisa. Nós nunca temos “nada”, porque se não, não poderíamos escrever, pensar, comer, sentir, chorar. Temos “tudo”, embora não tendo “nada”. Melhor dizendo, temos “tudo” embora, para nós, esse tudo seja “nada”, logo temos “nada”. Tudo anda à volta do “tudo” ou “nada”, mas para isso precisamos de saber o que é “tudo” e o que é “nada”. Agora questiono-me: Alguém sabe o que é “tudo” e o que é “nada”? Hum, eu não sei se sei, mas sei que “tudo”, não tenho, nem nunca vou ter. Mas sei que não quero ter “nada”. Para alguns, “tudo” será aquilo que nos faz viver, aquilo que nos faz feliz. A comida, o oxigénio, a água fazem-nos sobreviver. Deste modo, já temos um pouco do “tudo”, então já não temos “nada”, mas sim um “quase tudo”. Descobrimos, então um novo estado: o “quase tudo”. Será que termos um “quase tudo”, nos fará felizes? Talvez não. Então pensaremos no que nos faz feliz. Sabendo o que nos faz feliz, avaliamos o que temos e tentamos completar o que começou, sendo “nada”, e passou agora a “quase tudo”, e está a espera de poder ser “tudo”. Enquanto isso aguardamos num “quase, quase tudo”.»


Um pequeno menino, que já sabia ler, encontrou esta folha escrita num chão sujo e molhado, e com a sua curiosidade de ler, começou a decifrar (através do que a professora lhe tinha ensinado na escola) cada palavra, de cada frase do texto. Ele julgava não perceber nada, no entanto perceberia tudo. Ele apercebeu-se que quando estava na escola, principalmente no recreio, a brincar com os seus (verdadeiros) amigos, se sentia com tudo. Então afirmaria bem alto: EU TENHO TUDO! No entanto, quando o sol se punha e a lua aparecia, o pobre menino deixava esse tudo e ia para casa dos pais. Não tinha o tudo que tinha tido á tarde, mas tinha outro tudo como os seus brinquedos, a televisão, os pais, o resto da família e até os animais de estimação. Mais uma vez ele podia afirmar: EU TENHO TUDO! Mas sabia que este tudo seria diferente do tudo que teria de tarde. Deste modo o menino apercebeu-se que nunca tinha "nada", tinha sempre "tudo", e sentia-se feliz.


No entanto, esse menino cresceu e tornou-se um de nós. Um que não sabe se tem “tudo” ou “nada”. Ou um “quase tudo”. Ou um “quase, quase tudo”. Vejamos, mas que isso importa? O que importa não é ter, é sentir felicidade!