«Que a minha ausência te faça sentir um vazio, como o vazio que eu sinto com a tua ausência»: palavras difíceis de dizer, mas que demonstram a seriedade do meu sentimento. Tudo demonstrar que é difícil estar sem ti, cada segundo é trágico quando não estás por perto, cada segundo é mais trágico quando penso que é impossível. Nós que sonhamos com fogos a congelar, com gelo a arder, com estas coisas impossíveis de acontecerem e fazem me pensar: «tantas coisas impossíveis que eu penso, que cheguei a pensar que te poderia ter». Tudo é uma ilusão a cada momento que passo contigo, sinto uma felicidade inexplicável, mas no próximo momento que estou sem ti, acho que não estive no sítio certo, que não era a minha praia, que não era, no filme da vida, o capítulo que eu devia estar. Depois penso: «porque me faz tão feliz uma coisa que me provoca tanto sofrimento». Confuso, mas difícil de se aguentar. Eu não sei explicar nada, tudo o que faço, digo ou penso é porque alguém me manda agir dessa forma, alguém chamado de Coração, que provoca todos os tipos de sentimentos. Sinto-me bem a fazer tudo aquilo que me faz feliz, tudo aquilo que acho que devia fazer feliz quem eu gosto, mas não. Tudo isto se encontra numa felicidade singular, onde se ultrapassa todos os limites do nosso espírito para buscar alguma coisa que nos faz sorrir, mas que essas coisas não existem porque não há nada que as alimente. O tempo se escassa e eu vivo na aflição de não saber o que fazer, de não entender o porquê das coisas, de tentar lutar para não pensar que vai haver um fim, e que nesse fim vou dizer que tudo passou de uma perda de tempo, mas que na altura era o que eu queria, era o que eu senti, o que eu sonhava. Será que não posso tornar nesta ‘perda de tempo’ em ‘tempo útil’?
Porque não posso eu saber fazer as coisas como devem ser feitas? Porque é que não posso agir como alguém normal e irracional que faz o que quer sem se quer preocupar com os outros? Gostava de saber pôr o mundo atrás de mim, mas sei que não o posso fazer já que nem uma pessoa desse mundo consigo fazer com que me veja como aquele ser único. Será que estou a insistir numa coisa (chamo-lhe coisas porque não sei que nome tem) que não é real. Alguma coisa fruto da minha imaginação, imaginação essa que sai do coração. Porque será que escrevo sobre isto quando podia simplesmente mudar de rumo?
Às vezes penso se não estou a ser castigado pelo que fiz no passado, castigado para sentir o que os outros sentiram quando eu não queria aproximar-me por este ou aquele motivo. Se é isso gostava de dizer: CHEGA! Eu já percebi que cometi erros e erros por ter medo do que iriam pensar os outros, mas agora quero mudar, já não quero saber dos outros, dos outros que são só ‘más línguas’ que acham que eles é que fazem bem e nós mal. Eu agora estou disposto a entregar-me aquilo que acho que devo entregar. Só queria uma oportunidade para mostrar que tudo mudou! Uma oportunidade para mostrar que é verdadeiro, tudo aquilo que eu disse que sinto, tudo o que sei, agora sei que sinto! Porque não aparece essa oportunidade? Serei eu sempre censurado por o que já fiz de mal?
No meio de tantos porquês, ainda há muitas perguntas, perguntas essas que ninguém sabe responder. Ou estarei enganado? Se calhar em que saiba responder, não a todas mas algumas. Talvez quem está do lado de lá a ver-me sentir e não mostrar o que sente. É difícil viver assim! Tenho de provocar o fim AGORA! Para isso há uma resposta, que sendo sincera, pode me magoar, mas fazer com que abra os olhos (pois parece que ando com eles fechados, sempre a bater com a cabeça e mesmo assim não os abro para ver onde bati). Esta é a resposta à pergunta: O QUE ESTÁS A SENTIR?
«Desfocadas são as palavras que eu não sei explicar»