quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Arrisco De Novo

á me falta o folgo
Vou perder o jogo
Não peço socorro
Arrisco de novo

Tens de arriscar
Para ganhar, para ficar
Tens que libertar
Para querer, para poder
Tens de arriscar

Ela olhou de lado
Morro se não falo
Meio envergonhado
Arrisco de novo

Se não deu resoltado
Sinto-me massacrado
Mas eu não desisto
Arrisco de novo

Tens de arriscar
Para ganhar, para ficar
Tens que libertar
Para querer, para poder
Tens de arriscar

A vida são dois dias dividos
Não quero um vazio
Mas não estou perdido
Arrisco de novo

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Não Tens Que Desistir

Hoje sem ti, eu já não me esqueço
Ouve de mim, não há nenhum preço
Foge daqui, que eu não te mereço
Longe de ti, é do que me lembro

Não tens que desistir

Luta contra tudo
Salta mais um muro
Tu vais conseguir,
Não tens que desistir

Faz a escolha certa
Atinge a tua meta
Tu vais conseguir,
Não tens que desistir

Fá-lo por ti, se a vida o exije
Dentro de mim, não sou eu quem finge
Vem daí, se algo te restringe
Perto de ti, não há quem não fique

Não tens que desistir

Não deves falar o que querem ouvir,
Nao deixes dentro de ti, o que estás a sentir
Não tens que desistir.

sábado, 6 de dezembro de 2014

BEM OU MAL?

Por coincidência ou não, hoje quando 
procurava algo sem importância no meu 
quarto encontrei no meio dos cadernos e 
coisas fora do sítio um livro. Este livro é 
igual a tantos outros, com a particularidade 
de estar meio lido. Um livro que só foi lido 
metade e agora andava ali abandonado como 
muitas vezes eu sinto estar. Curiosamente este 
livro traz uma capa divida em duas imagens onde 
uma delas é evidente o azul e noutra o vermelho. O 
frio e o quente. O céu e o inferno. O bem e o mal. E 
por milhares de coisas que se possam passar na nossa ca-
beça, isto não podia passar em vão. Ainda mais curioso é, que
a imagem em tons vermelhos, é maior. Ocupa quase dois-terços 
da capa e isso ainda nos intriga mais. Porque é que a parte que nós 
interpretamos como a má, é maior? Para quem não conhece o livro 
e visse esta capa, ficaria intrigado como eu (que sei 
metade), se fosse alguém que olha para as coisas sem-
pre da forma metafórica. Mais curioso é o porquê de ter 
sido hoje a reparar nisso a pensar nisso. Será um sinal? 
Será que quem desenhou a capa,
quem pensou como ela ia ser feita fê-lo por acaso? É 
estranho quando olho para ela e sinto a impressão de 
que a imagem que representa o bem, está a ser 
consumida pelo mal. É mais estranho ainda, 
quando eu vejo nesta capa as pessoas da vida 
real. Quando sinto que é isto que nós somos. O mal 
a alastrar. Ou somos ou sentimos, temo-lo sempre 
connosco. Até eu, por ter essa impressão 
de que a imagem má esta a consumir 
a boa.Talvez seja um acto sem esperan-
ça, talvez ache que um dia o pessimis-
mo vai nos consumir e nós vamos viver
na amargura para sempre. É certo que 
talvez um dia toda a representatividade 
da imagem a azul, do bem, seja esquecida 
em função do mal.Se tenho medo, ou algum 
medo, tenho e acho que é disto, de que, na outra 
metade da história que eu deixei por ler, o mal vença.    

sábado, 27 de setembro de 2014

«...E QUE SEJAM FELIZES PARA SEMPRE»


Acho que ainda me lembro do “casamento” quando era criança. Ia ao dicionário e via: acto de casar. Que coisa tão normal que parecia esta palavra. Mas com o passar do tempo encontrei outros significados, mas mesmo assim o valor que lhe dava não se altera muito. A minha visão de casamento não passava para além de um dia onde iria brincar (quando era pequenino) com os meninos que também iam ou estar com o grande grupo de pessoas que ia, passar a tarde a comer e antes disso, no meio da igreja, ver dois adultos a darem um “beijinho” mesmo em frente a toda a gente.
Só que chega um dia onde tudo muda, onde aquela palavra tão normal mexe comigo e se torna a principal coisa na minha cabeça. Ainda a faltar muito tempo para o “Grande Dia”, já se vive, um pouco, em função disso. Parece que uma nova luz surge na vida. Isto não é brincadeira, acontece mesmo! Solto um sorriso, e sinto algo estranho por dentro, ao pronunciar essa palavra: casamento. E começa a fazer mais sentido! Isto tudo porque alguém próximo disse: “Vou casar”, e neste momento todo o sentimento de surpresa se transforma em emoções inexplicáveis que acho que não sei traduzir por palavras.
Bem, agora que já me fiz entender do novo, mas o mais real, significado de casamento, mesmo que não seja (como é óbvio!) o protagonista da “cena”, sinto o dever de dizer que este não é mais um casamento. Arrisco até a dizer sem receio de que este é «O Casamento». Neste momento é mesmo! Com isto quero dizer que não é um qualquer, mas sim o casamento do meu “mano”- até dá vontade de contar a toda a gente! E, se parece que isto não é o suficiente, tenho ainda a dizer que ele me escolheu para padrinho de casamento. Então, agora já se percebe todo o sentimento em relação a esta cerimónia?
Mas claro, como é fácil de perceber não pode ser só o facto de ser o casamento do meu irmão favorito que faz com que se tenha um conjunto inexplicável de sentimentos relacionados com esta data. Também a protagonista deste dia, tem muita influência.
Quando imaginei como seria a noiva do meu irmão, imaginei que fosse uma pessoa bonita, simpática, bondosa, humilde e todas essas características boas de uma pessoa, e que principalmente o fizesse feliz. Bem, parece que a minha imaginação foi demasiado limitada pois acho que superou todas as minhas expectativas. Então naquela parte em que ouço a dizer “este arroz foi feito pelo Tiago”, consolidei logo a minha ideia de que ela era a pessoa certa. É que admito que, quando era mais novo, nem em sonhos imaginaria ouvir isto alguma vez. E a coisa mais engraçada é que comi desse arroz e, para meu espanto, sabia mesmo a arroz! Estava bom! E, como é claro, isso deixou-me ainda mais feliz – não propriamente a parte do arroz, claro! Por isso, Tiago – agora dirijo-me a ti –, naquela parte do “aceita a Cláudia para sua esposa…” diz logo que sim! Eu não me importo que, após isso, lhe dez aquele “beijinho” em frente a toda a gente, como estranhava quando era criança. Eu fecho os olhos!
Não me alongo muito nas palavras porque eu sou mais apologista dos gestos e do que das palavras. Mas também não gosto de deixar nada por dizer! Com isto espero, sinceramente, que ambos retirem destas palavras o melhor, mas que para além disso tirem deste meu tempo dedicado à escrita como um gesto de afecto por este dia. Mas não só! Também por ambos vocês.
Acho que já está na altura de desejar as maiores felicidades do Mundo para a vossa vida. Desejar que isto sejam um “para sempre” e, mais importante ainda, que seja o inicio de “um final feliz”! Assim como nas histórias encantadas!
Acho que não se importam que termine este texto com mais uma «frase feita»: “foram feitos um para o outro!”. E tenho a certeza de que aquela ”ida ao pão” ou o “passear o cão” - tal como a música “balada astral” diz - não foi em vão. E assim, “ensarilharam-se…. As estradas dos dois”.

MUITOS PARABÉNS AOS NOIVOS!!


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Estou Aqui

É quando choras e não queres acreditar
É quando a tristeza parece vir para ficar
É quando afirmas que não és capaz
É quando descobres que não podes voltar atrás

Que eu estou aqui,
Eu estou aqui

É quando imaginas que não vais ter paz
É quando sentes que o esforço não satisfaz
É quando o mundo estiver quase a desabar
É quando desejas ver o tempo a parar

Que eu estou aqui
Eu estou aqui

Eu estou aqui
Para quando quiseres
Eu estou aqui
Para o que der e vier

É quando fazes o que queres sem hesitar
É quando dizes por dizer e sem pensar
É quando pensas que algo não aconteça
É quando permites que o sorriso desapareça

Que eu estou aqui
Eu estou aqui

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Conselho

Quando olhas para ti, ouves o que dizem de ti?
Se pensas ser assim, então tens que me ouvir!
Tu não és nada daquilo, que os outros falam de ti
Presta muita atenção, até ao fim

vou falar, vais ouvir
vais pensar e sentir
o meu conselho
tu não és nem serás
simplesmente o que vês
frente ao espelho

nós não somos somente
nem assim tao transparente
como o vento
vais poder reparar
e até encontrar
que és mais por dentro

terça-feira, 3 de junho de 2014

Sonho

Estive contigo sem tu saberes
Estava contente por te ver
O teu sorriso ainda brilhava
Mas admito que não esperava

Falei aquilo que está guardado
No coração em todo o lado
Mas não importa o que foi dito
O que deu gosto foi estar contigo

Para que falar, se não há ninguém
Para que sentir, sem saber por quem
Para que querer, sem liberdade
Para que caminhar, se me perco nesta cidade

O sol irradia, 
Tudo o que queria poder dizer-te
Faz com que sorria,
De uma fantasia de não esquecer-te
Na noite escura
A lua é só tua e vais perceber-te
Entra no sonho
Que eu emponho o prazer de receber-te

E melhor foi quando percebi
Que também querias estar ali
E a paisagem estava em sintonia
Por mim ficava lá todo dia

Mas mais uma vez deixei passar 
Aquele momento de te abraçar
Foi uma despedida que não dei
Fiquei tão triste quando acordei

quarta-feira, 2 de abril de 2014

MENSAGEM DE ANIVERSÁRIO



Normalmente costumo ter mais palavras para dizer, mais sentimentos para repetir, mas desta vez optei pelo Silêncio. O Silêncio também é uma maneira de mostrarmos o respeito, o carinho, o afecto e a ligação que temos por uma pessoa, apesar de, desta vez, não ser simplesmente uma pessoa, mas sim a Minha Mãe!

(E este ser o Meu Silêncio...!)

No entanto, sem quebrar o Meu Silêncio de respeito, carinho, afecto e ligação, vou dar-te os MEUS PARABÉNS, MÃE! E estes, não são uns parabéns quaisquer, são os parabéns do teu filho mais novo (e mais bonito, claro!).

Ainda durante o Meu Silêncio vou aproveitar para te deixar esta música que mostra que não é só de pequeno que se tem este desejo "de voltar para os braços da minha Mãe".

Sem receio que este meu Silêncio, que repito ser de respeito, carinho, afecto e ligação, seja quebrado, vou transmitir algo que nunca será preciso dizer, nem repetir: «Gosto muito de ti, Mãe!».




quarta-feira, 19 de março de 2014

É A Vida

Farto
Deste mundo ingrato
Que me quer o braço
Quando dou a mão
E faz
Com que o que faço
Pareça ser escasso
Pareça ser em vão

Triste
Desta maluquice
Do diz que disse
Sem se perguntar
E deixam se ir
Pelo que estão a ouvir
Sem deixar
Explicar

Limpa os olhos
Levanta a cabeça
Mantêm-na erguida

Alarga o sorriso
E mostra a quem
Está na tua vida

Não penses
Que o tempo
Para ou volta atrás

O que não
Vives hoje
Amanha não terás

Contente
Com toda esta gente
Que de repente
Me quer levantar
Sacode a dor
E dá o melhor
Sabor
Da vida

Alegre
Com esta amizade
Que me dá vontade
De continuar
A rir de mim
Sorrir sem fim
Aprender
é o que devo dar


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Fraqueza

O tempo passa 
e quando passa faz com que eu te esqueça
Quando me deito
a chuva cai faz com que não adormeça
Tu és aquela
que um dia será maior do que eu
E vais fazer 
com que o que eu faço não seja mais meu


Vais arrancar de mim
Tudo aquilo que é meu
E vais deixar de ti
Um resto de tudo, um resto teu


E se tentar
acreditar que não é o meu fim
E se pensar 
que não quero que seja assim
Talvez não queira
o mundo todo a rastejar aos meu pés
O que preciso
é de um sorriso mais e mais uma vez 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Ilusão&Desilusão


(Narrador) Esta gente inconsciente
diz que sente de repente
de repente é diferente
só que mente

assim falam sem querer
pobre de quem está ouvir
o que importa é saber
que vão sofrer

e depois vão se esconder
por de trás de um feitio
gostavam de um sorriso
mas mantêm-se frios

(Ele) «O que eu sinto por ti
não sei bem explicar
mas não vivo sem ti
e nem posso mais chorar

porque as lágrimas secaram
dos meus olhos incontrolados
de sentimentos pegados»
(narrador) mas o peito relaxado

(Ela) «mas que grande coração
despertaste a paixão
acho que encontrei
o "tal" que sonhei

tudo em ti é perfeito
já nem vejo os defeitos
e são beijos e mais beijos
és o o meu desejo»

(Narrador) Esta gente inconsciente
diz que sente de repente
de repente é diferente
só que mente

(Ele) «já não posso mais te ouvir
já não gosto mais de ti
nunca mais te direi
porque sempre duvidei

mas não soube ocupar
somente o meu lugar
vou deixar-te ficar
a chorar, a chorar

Por ai, por ali
a chorar, chorar
e nunca mais
me lembrar de ti»


(Ela) «só que um dia me dizias
que era tudo que tu querias
que eu era a tua vida
sem mim até morrias

e morreste de rajada
já não penso em mais nada
para ti foi bonito
para mim uma fachada

e eu choro por aqui
ou ate por ali
sei que tas na memoria
mas no fundo te esqueci»


(Narrador) Esta gente inconsciente
diz que sente de repente
de repente é diferente
só que mente

Era isto que contava
uma palavra é um palavra
que já não serve para nada
só para dizer na cara

«podes ir pelo caminho
que tu bem preferires
eu estou bem como estou
não adianta dizeres

que loucamente
tu já sentes de repente
de repente é diferente
porque mentes»

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Que Te Contei

Não contes a ninguém
O que eu te contei
Não contes a ninguém
Nem mesmo ao teu Pai

Não sei se disseste 
Tudo que pretendias
Porque não falaste
Daquilo que tu querias

Assim andamos nós
Nestes casos sem fim
Já dizia os avós
"Antes não era assim"

Eles falavam, um com o outros
Eles diziam, o que sentiam
Eles dançavam, junto ao porto
Eles sorriam, eles sorriam

Não contes a ninguém
O que eu te contei
Não contes a ninguém
Nem mesmo ao teu Mãe
Nem mesmo ao teu Pai
Não contes a ninguém  

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Refúgio Da Esperança



Espero que a noite passe
Mesmo que me chamasse
Espero que a noite passe

Espero que o dia venha
Mesmo que me entranhe
Espero que o dia venha

Acordar-me daqui
D'onde espero sair
E se for, não voltar
Espero que a noite passe, por passar

Espero que a chuva passe
Mesmo que não molhasse
Espero que a chuva passe

Espero que o sol renasça
Mesmo que nao m'aqueça
Espero que o sol renasça

P'ra acordar-me daqui
D'onde espero sair
E se for, não voltar
Espero que a chuva passe, por passar

Espero-te na lembrança
Que quem espera sempre alcança
Mesmo para quem se cansa
Do refúgio da esperança
Do refúgio da esperança

P'ra acordar-me daqui
D'onde espero sair
E se for, não voltar

Espero que a chuva passe, por passar
P'ra acordar-me daqui

D'onde espero sair
E se for, não voltar
Espero que o sol renasça
Refúgio da esperança

quinta-feira, 28 de março de 2013

Até Ao Fim


E assim gritaste do teu fundo p’ra mim.
E assim falaste num segundo é o fim.

Quero-te ouvir dizer:
Por favor, deixa-me sentar.
Quero-te ouvir dizer:
Por favor, deixa-me falar.
Quero-te ouvir
Quero-te ouvir dizer:
Não era o que eu queria.
Quero-te ouvir dizer:
Prometi que não te esquecia.

E assim gritaste do teu fundo p’ra mim.
E assim falaste num segundo é o fim.

Porque eu falei,
Mas não soube o que dizer.
Porque eu não sei,
Nem nunca vou saber.
Porque eu,
Porque eu chorei,
Lágrimas ao fim do dia.
Porque eu achei
Que depois eram de alegria.

E assim gritaste do teu fundo p’ra mim.
E assim falaste num segundo é o fim.
E assim gritaste do teu fundo p’ra mim.
E assim falaste num segundo é o fim.

Quero-te ouvir dizer:
Por favor, deixa-me ficar.
Quero-te prometer:
Que quando te vir chorar
Vou limpar as lágrimas dos teus olhos
Vou limpar as lágrimas dos teus olhos

Porque eu chorei,
Lágrimas ao fim do dia.
Porque eu achei
Que no fim eram de alegria.

Porque eu olhei… só p’ra ti.
Porque eu sonhei… até ao fim. 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

ISSO FASCINA-ME!


Ei, nem me perguntem isso! Já viram bem aquele sentimento? Ninguém sente assim. Só um Coração Puro. Sou sincero, fascina-me isso! Fascina-me porque transmite o que realente sente, sempre!
Qual seria a sensação de conseguir agarrar naquele brilho ocular e através dele sentir todo o sentimento que ele transmite? Depois disso já ninguém ia querer estar nas nuvens, mas sim sentir o amor que aqueles olhos reluzentes transmitem. Sonho de qualquer um poder ser alvo daquele olhar. Os olhos não mentem!
Qual seria a sensação de conseguir medir o amor por segundo que aquele Coração bate quando é enunciado alguém querido? Depois disso iam esquecer o paraíso e querer viver a ouvir aquele bater. São montes de sentimentos que me fazem chorar, chorar de alegria, de emoção. Sonho de qualquer um poder ser alvo daquele coração. O coração, simplesmente, sente!
Qual seria a sensação de ficar horas a ouvir o sentimento com que as palavras lhe saem da boca? Esse? Já eu senti! Não existem palavras com tanto valor para explicar. Imóvel. Maravilhado. Sem palavras. Sonho de qualquer um poder ser alvo dessas palavras.
Admito que tentei testar se isto era verdade, mas não consegui. Era como se o meu cérebro parasse de funcionar e estivesse eu a ser controlado pelo Coração. A minha boca não deixava sair palavras; as minhas mãos inchavam para não sair dos bolsos; o meu corpo pesava, gravitacionalmente, levando-me até á parede; os meus olhos ansiavam as lágrimas para lubrificar-se por não quererem pisar; e o Mundo parou!
É o valor dado às palavras ao falar, que fazem com que elas façam o perfeito sentido que devem ter, mas e estas? Estas imobilizam-nos logo, mas só fisicamente e mentalmente, porque sentimentalmente, sentes mais do que nunca.
Verdade seja dita: as palavras podem valer pouco, mas vindas de um Coração Puro, valem muito! E como já sabem, isso fascina-me! 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

COMPLEXO?



Complexo? Complexo é a testemunha de como anda a minha cabeça. De como dentro dela o cérebro se encontra recebendo o sangue bombeado de um coração confuso e triste. Depois queixam-se. Queixam-se de ser incompreensível, de ser estranho. Obrigado, digo eu, obrigado. Venham fazer melhor trabalho com uma máquina amolgada, abatida. Com uma máquina carente de afeto, carente de atenção, carente de amor. É tão triste trabalhar onde não se quer, como sentir o que não se gostam e não sentir o que se gosta. Sofrer sem razão, sorrir sem razão, chorar sem razão, falar sem motivo, andar sem sentido, deitar e dormir leve que nem uma pena, feito algodão. O algodão não engana, o coração também não e os olhos são os portadores desse sentimento. Brilham ao sol, choram á chuva, murcham com o tempo cinzento, arrebitam com o céu limpo. Limpo de quê? Limpo de desavenças com o passado, limpo para alegrias no presente e felicidade no futuro. Queremos isso! E depois pensas: ainda complexo? 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

E ASSIM A CHUVA CAIU



E assim a chuva caiu. Tempestades e tempestades de desaires, consequentes de escorregadelas inconscientes que tornam cada dia aborrecido, monótono. Qual é o sentido de saber que, amanha de manha, vamos voltar a cair? A única aventura que temos é em nos levantar após a queda! Não seria mais arriscado fazer-nos á queda e depois aventurar-nos a levantar outra vez? Eu não tenho medo de cair e tenho coragem para me levantar, mas ninguém mais consegue sentir o desespero de se saber que a qualquer momento vamos nos espalhar no chão molhado, cheio de impurezas, sujo! 

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

NATAL GUNÃO



Está o homem das barbas brancas a descansar antes da hora das entregas. Toca o despertador, no Polo Norte.

“Eiiii máno que som, que p*ta de rrééplica máno.”
Olha em frente.
 “Deixei o despertador ali, meu… tchee, é para a entrega. Vou ter que me levantar da cadeira máno!”

Levanta-se, leva as mãos à cabeça e volta a sentar-se:
“Uiii, máno, que puto de testo, máno!”

Depois com alguma dificuldade, levanta-se definitivamente:
“Uiii, ó bélhote, tcheee, que p*ta de ceia de Natal ontem, máno. Uiiiii, que p*ta de estrondo!
Eish, ó máno que estrondo, com a gnomada da fábrica!”

Olha para o relógio e marcava 23:59.
“Eish mano quase meia noite! Que rrééplica, tenho que ir ao trabalho.”


Veste calças vermelhas largas, casaco vermelho, meias por cima das calça, aperta o casaco, botas da nike, mete o barrete vermelho. E vai em direção ao trenó.
 De repente para e lembra-se.
“Push, bem me pareceu que me esqueceu alguma coisa! Estava-me a fritar o cérebro”
E vai buscar o saco vermelho.
Sai, mete-se no trenó, olha para as renas e diz :
“Arranquem mas não façam pó, mas se for pó branco, mandem biiir!”

E lá vai ele á sua entrega.

“Oh oh oh! Chocapitos de Lidl para todos! Tá demais a noite de Natal! Oh oh oh” 


Mános, um Feliz Natal com muito estrondo e a saber a mel ó bélhotes! ;)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

QUERES SABER?


Queres saber? Queres mesmo saber? Então é assim. Tu nem eles sabem, mas eu sei. Tu nem eles sentem, mas eu sinto. É fácil acharmos que são birras e que a neura lhe vai passar. Porque o que achamos ser birra e neura, são sentimentos fortes e difíceis de conter. São sentimentos que não dão para esconder. Muito menos eu que sou fraco. Muito menos eu que não sei reagir. Muito menos eu. Mas tu, sim tu, tens a oportunidade de me ouvires, caso queiras. A oportunidade de desfazer as duvidas, caso queiras. Tens a oportunidade de tudo. Porque tu podes. Tu és capaz. Tu és assim, tal como eu gosto. E por isto e muito mais, não consigo dizer-te que está bem, se não está. Que passa, se não passa. Que sorrio, se estou a chorar. E é assim que revelo uma parte de mim a ti. E tu recebes e analisas. Talvez não compreendas e não consigas interiorizar por completo. Perceber que as coisas são mesmo assim. Eu só tenho meios para te dizer. Fiz o que sabia e não sabia para te mostrar, mas mesmo assim duvidas. Eu não tenho planos B’s nem C’s. O meu “plano” é um, é único e só sei seguir este. Sinceridade. Se calhar não é o plano perfeito, mas falando metaforicamente: prefiro uma derrota honrada que uma vitoria desonrada. Tudo que esta aqui nasce dos meus movimentos dos dedos orientados pela cabeça, orientada pelo coração. Não sei porque estou a escrever, talvez não tenha mais nada que fazer, ou talvez tenha mesmo vontade de o fazer. Preferia que fosse dito a ti, mas não é isso que o destino quer para já. Talvez não queira nunca, mas no que escrevo ele não manda. Se queres saber mais, se queres saber o resto que vai no me coração pergunta-me. Eu vou traduzir-te por palavras o que ele transmite, tal como estou a fazer agora para o meu cérebro para que ele oriente convenientemente as minhas mãos. Não te disse que sentia, mas continuo a ter medo, muito medo!     



As palavras não valem de nada. Apenas servem para revelar o que sentimos e o que pensamos. Mas podem revelar tudo o resto que seja o oposto. As atitudes já valem mais, apesar de ser possível agirmos como não queremos agir. No entanto, quando não sentimos mesmo, não vamos agir de forma a expormo-nos protegendo outrem. A verdade é que por mais simples que seja o gesto, pode tornar as coisas diferentes e assim mostrar que as palavras que usamos correspondem a realidade.

sábado, 24 de dezembro de 2011

DEPOIS DE CARREGAR NO BOTÃO VERMELHO...


Daqui fala a Voz. O Miguel P. diz ter descoberto o seu segredo. Miguel P. releve o que descobriu.
- Eu acho que já não acreditas no Pai Natal!
Diga-me: é este o seu segredo ?

(...)

A Voz confirma. Não é este o seu segredo, Todo o desejo de muita alegria, harmonia, amizade, saúde, paz e amor do Miguel P.  será depositado no seu Natal!


Um Feliz Natal para todos ;)