segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

NATAL GUNÃO



Está o homem das barbas brancas a descansar antes da hora das entregas. Toca o despertador, no Polo Norte.

“Eiiii máno que som, que p*ta de rrééplica máno.”
Olha em frente.
 “Deixei o despertador ali, meu… tchee, é para a entrega. Vou ter que me levantar da cadeira máno!”

Levanta-se, leva as mãos à cabeça e volta a sentar-se:
“Uiii, máno, que puto de testo, máno!”

Depois com alguma dificuldade, levanta-se definitivamente:
“Uiii, ó bélhote, tcheee, que p*ta de ceia de Natal ontem, máno. Uiiiii, que p*ta de estrondo!
Eish, ó máno que estrondo, com a gnomada da fábrica!”

Olha para o relógio e marcava 23:59.
“Eish mano quase meia noite! Que rrééplica, tenho que ir ao trabalho.”


Veste calças vermelhas largas, casaco vermelho, meias por cima das calça, aperta o casaco, botas da nike, mete o barrete vermelho. E vai em direção ao trenó.
 De repente para e lembra-se.
“Push, bem me pareceu que me esqueceu alguma coisa! Estava-me a fritar o cérebro”
E vai buscar o saco vermelho.
Sai, mete-se no trenó, olha para as renas e diz :
“Arranquem mas não façam pó, mas se for pó branco, mandem biiir!”

E lá vai ele á sua entrega.

“Oh oh oh! Chocapitos de Lidl para todos! Tá demais a noite de Natal! Oh oh oh” 


Mános, um Feliz Natal com muito estrondo e a saber a mel ó bélhotes! ;)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

QUERES SABER?


Queres saber? Queres mesmo saber? Então é assim. Tu nem eles sabem, mas eu sei. Tu nem eles sentem, mas eu sinto. É fácil acharmos que são birras e que a neura lhe vai passar. Porque o que achamos ser birra e neura, são sentimentos fortes e difíceis de conter. São sentimentos que não dão para esconder. Muito menos eu que sou fraco. Muito menos eu que não sei reagir. Muito menos eu. Mas tu, sim tu, tens a oportunidade de me ouvires, caso queiras. A oportunidade de desfazer as duvidas, caso queiras. Tens a oportunidade de tudo. Porque tu podes. Tu és capaz. Tu és assim, tal como eu gosto. E por isto e muito mais, não consigo dizer-te que está bem, se não está. Que passa, se não passa. Que sorrio, se estou a chorar. E é assim que revelo uma parte de mim a ti. E tu recebes e analisas. Talvez não compreendas e não consigas interiorizar por completo. Perceber que as coisas são mesmo assim. Eu só tenho meios para te dizer. Fiz o que sabia e não sabia para te mostrar, mas mesmo assim duvidas. Eu não tenho planos B’s nem C’s. O meu “plano” é um, é único e só sei seguir este. Sinceridade. Se calhar não é o plano perfeito, mas falando metaforicamente: prefiro uma derrota honrada que uma vitoria desonrada. Tudo que esta aqui nasce dos meus movimentos dos dedos orientados pela cabeça, orientada pelo coração. Não sei porque estou a escrever, talvez não tenha mais nada que fazer, ou talvez tenha mesmo vontade de o fazer. Preferia que fosse dito a ti, mas não é isso que o destino quer para já. Talvez não queira nunca, mas no que escrevo ele não manda. Se queres saber mais, se queres saber o resto que vai no me coração pergunta-me. Eu vou traduzir-te por palavras o que ele transmite, tal como estou a fazer agora para o meu cérebro para que ele oriente convenientemente as minhas mãos. Não te disse que sentia, mas continuo a ter medo, muito medo!     



As palavras não valem de nada. Apenas servem para revelar o que sentimos e o que pensamos. Mas podem revelar tudo o resto que seja o oposto. As atitudes já valem mais, apesar de ser possível agirmos como não queremos agir. No entanto, quando não sentimos mesmo, não vamos agir de forma a expormo-nos protegendo outrem. A verdade é que por mais simples que seja o gesto, pode tornar as coisas diferentes e assim mostrar que as palavras que usamos correspondem a realidade.