Queres saber? Queres mesmo saber? Então é assim. Tu nem eles
sabem, mas eu sei. Tu nem eles sentem, mas eu sinto. É fácil acharmos que são
birras e que a neura lhe vai passar. Porque o que achamos ser birra e neura,
são sentimentos fortes e difíceis de conter. São sentimentos que não dão para
esconder. Muito menos eu que sou fraco. Muito menos eu que não sei reagir.
Muito menos eu. Mas tu, sim tu, tens a oportunidade de me ouvires, caso
queiras. A oportunidade de desfazer as duvidas, caso queiras. Tens a
oportunidade de tudo. Porque tu podes. Tu és capaz. Tu és assim, tal como eu
gosto. E por isto e muito mais, não consigo dizer-te que está bem, se não está.
Que passa, se não passa. Que sorrio, se estou a chorar. E é assim que revelo
uma parte de mim a ti. E tu recebes e analisas. Talvez não compreendas e não
consigas interiorizar por completo. Perceber que as coisas são mesmo assim. Eu
só tenho meios para te dizer. Fiz o que sabia e não sabia para te mostrar, mas
mesmo assim duvidas. Eu não tenho planos B’s nem C’s. O meu “plano” é um, é
único e só sei seguir este. Sinceridade. Se calhar não é o plano perfeito, mas
falando metaforicamente: prefiro uma derrota honrada que uma vitoria desonrada.
Tudo que esta aqui nasce dos meus movimentos dos dedos orientados pela cabeça,
orientada pelo coração. Não sei porque estou a escrever, talvez não tenha mais
nada que fazer, ou talvez tenha mesmo vontade de o fazer. Preferia que fosse
dito a ti, mas não é isso que o destino quer para já. Talvez não queira nunca,
mas no que escrevo ele não manda. Se queres saber mais, se queres saber o resto
que vai no me coração pergunta-me. Eu vou traduzir-te por palavras o que ele
transmite, tal como estou a fazer agora para o meu cérebro para que ele oriente
convenientemente as minhas mãos. Não te disse que sentia, mas continuo a ter
medo, muito medo!
As palavras não valem de nada. Apenas servem para revelar o
que sentimos e o que pensamos. Mas podem revelar tudo o resto que seja o oposto.
As atitudes já valem mais, apesar de ser possível agirmos como não queremos
agir. No entanto, quando não sentimos mesmo, não vamos agir de forma a
expormo-nos protegendo outrem. A verdade é que por mais simples que seja o
gesto, pode tornar as coisas diferentes e assim mostrar que as palavras que
usamos correspondem a realidade.

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