segunda-feira, 26 de abril de 2010

O Pequeno Menino


Num dia de tempestade um pobre menino seguia o seu triste caminho até às origens. Seguia contra suaves brisas que transportavam sofridas gotas de água que, as nuvens irritadas, choravam para a terra. Ia esse menino, abrigando-se com os pequeninos braços em frente ao seu desanimado rosto, correndo inevitavelmente á procura do seu preferido lugar para repousar. Mesmo com o desconfortante clima que presidia naquele momento, ele corria, corajosamente, mostrando um sorriso disfarçado de orgulho por, depois de tantas cabeçadas dadas contra ramos e troncos de arvores caídas no meio da tempestade, poder chegar ao seu mentiroso lugar confortante e descansar o quanto lhe fosse permitido.
Acabou a linha! Acabou a estrada! Nem olhar pode o pobre coitado. Estava exausto, derramava do seu corpo cansadas gotas de suor que puxavam, de uma forma severa, o corpo do insignificante menino contra o duro e cruel chão! O seu esperado lugar estava serrado com as mais poderosas correntes, unidas pelo mais potente cadeado, que nem cinco mil homens conseguiriam vergar. Estava ali aquele inesperado obstáculo. O pequeno menino encorajou-se, deu doze grandes passos para trás e parou. Puxou a sua perna direita para a retaguarda, para apanhar balanço, fitou com um olhar a tranquila barreira, esboçou um ar enraivecido e circulou as suas furiosas pernas em direcção ao obstáculo. Quando estava a menos de três passos ergueu a sua musculada perna lá no alto e com um golpe severo atirou-a contra o cadeado. Por mais estranho que se possa tornar a pequena perna, do minúsculo corpo, do insignificante menino, rebentou o cadeado! A tempestade desvendou o sol que iluminou o desejado lugar do pobre menino. Ele irradiado, colocou a sua mão perpendicular á sua testa e olhou, olhou com olhos de ver, olhou com olhos de perceber, de conhecer que não era o lugar que ela tanto esperava, era outro lugar. E agora este lugar vai ser uma nova aventura, um novo mistério a ser descoberto pelo nosso, agora, alegre menino.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Refúgio Da Solidão



Tudo no presente é breve
As histórias que o futuro escreve
O passado não quer ficar
O tempo insiste em não parar

Faz com que tudo volte ao normal
Sei que tu não me queres mal
Sabes com o que posso contar
Com os sonhos que ainda vou sonhar

Um sorriso, um olhar, um sentimento de querer estar
Uma pessoa, um coração, um sentimento de ilusão
Um caminho, uma estrada, uma história que não vale nada
Uma palavra, uma canção, um refúgio da solidão

Constrói cada momento
Distingue cada sentimento
Mostra-me histórias para contar
Revela memórias para recordar

Apaga os erros que cometi
Risca as palavras que eu menti
Revela a criança que deixei ficar
Solta-me para eu cantar

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Uma História De (Des)encantar





Prólogo - Um lugar m(eu)





Estou sem palavras para dizer, estou sem sentimentos para sentir, estou sem nada: estou perdido neste enigmático lugar indeterminado! Estou sem pensamentos para pensar, estou sem acções para fazer, estou sem problemas para resolver, estou sem pessoas para ajudar: estou sozinho num lugar desconhecido, á espera de um resgate! Estou à espera que seja ela, a «princesa de um conto de fadas»: estou à espera que seja ela que pegue no seu belo e grandioso cavalo branco e estou à espera que seja ela a seguir, com a sua armadura posta, ao meu encontro! Estou à espera que seja ela a enfrentar, corajosamente e inocentemente, os poderosos guardas deste lugar invulgar! Estou à espera que seja ela a entranhar a espada no coração do malvado dragão das masmorras, estou à espera que seja ela a cortar as três cabeças do cruel cão das três cabeças, estou à espera que seja ela a desproteger a «fada má» do seu desconfortante feitiço, estou á espera que seja ela a derrotar irreversível guerreiro que se encontra a porta deste lugar indeciso!


A Espera


Estou à espera que seja ela a correr, a correr em direcção a um pobre e infiel humano preso neste lugar confuso que se dignou a esperar, esperar, esperar: alguém que esteve lá do cume da montanha, alguém que podia ver tudo sobre o outeiro e deixou-se cair, deixou-se cair até ao profundo e desesperado vale!


A Batalha


Alguém que com um movimento brusco estendeu a espada em direcção ao seu inimigo, fitou-o com um olhar mostrando a sua inexplicável bravia. Tentou desencorajar o seu oponente com a sua postura firme e robusta. Avançou em direcção ao inimigo e com uma esplêndida arte de manobrar a espada batalhou com sequências de defesa, ataque, defesa, ataque até que com uma potente habilidade de mover a espada, rodou a sua perigosa arma sobre a espada defensora do adversário, torceu de um modo severo a mão do mesmo e com um ligeiro toque de maravilha, arrebatou a espada da mão do oponente, atirando-a para o mais longínquo possível, de modo a deixar o seu presente inimigo desprotegido e, colocando-o à sua mercê. Com um majestoso passo para a frente, encostando o seu corajoso braço sobre o peito do inimigo, colocou o seu fiel e inevitável inimigo estendido no chão. Com um movimento ríspido, apontou a sua orgulhosa espada bicuda em direcção ao medroso pescoço do seu fiel inimigo e, quando poderia simplesmente acabar com todo o mal, ergueu a mão lá no alto, (o seu adversário, estatelado no chão, fecha os olhos) e com uma deslocação rápida do seu poderoso objecto em modo ofensivo, espetou-o no chão a insignificantes centímetros do pobre e verdadeiro adversário, e com a sua voz mais fracassada proclamou uma só palavra: RENDO-ME!

O Epílogo - Um(a) Vence(dor)


Foste fraco, poderoso e irremediável batalhante! Maldito sejas, ó grandioso e cobarde sentimento que derramas-te a tua lágrima neste momento de glória e deixas-te reter em ti a grande mágoa e desilusão de uma batalha honrada e perdida. Agora encurralaste-me aqui neste lugar misterioso, refém de um inimigo que poderias, simplesmente, ter esquecido na majestosa e honrada batalha em que tu estavas por cima, em que tu, inevitável sentimento, eras o Vencedor!




«Repetido é o sentimento que não deixa ser esquecido»

domingo, 4 de abril de 2010

Stop Crying Your Heart Out

Faz O Teu Coração Parar De Chorar!
Sempre necessário para sararmos as feridas do nosso coração. Esta é uma música dos Oasis, a primeira que ouvi deles, e aquela que agora faz mais sentido ouvir e voltar a ouvir! Para mim é uma musica de encorajamento e mostra que sofrer não faz sentido pois " never change what's been and gone" ( Tu nunca mudarás o que aconteceu e passou). Fica aqui a música com a letra: