sábado, 27 de fevereiro de 2010

O Que Estou A Sentir



Não sabia que ias aparecer
Já nem queria saber
Contigo comecei a aprender
Mas ainda não sei que está acontecer

Só quero saber o que estou a sentir!

Ajudaste-me a ficar
Com tanto tempo a “caminhar”
Acho que te consegui encontrar
Só contigo quero estar

Só quero saber o que estou a sentir!

Só quero viver o “agora”
Sinto que está na hora
O futuro não demora
Dá-me a tua mão, vamos embora!

Só quero viver o que estou a sentir!

Mas quando olho para ti
Não sei se é bem assim
Tudo está tão longe de mim
Não sei se vou conseguir

Só quero viver o que estou a sentir!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Uma Corda Solta


























Sem saber porque, sem me controlar, dei por mim num mundo novo, num mundo que não sei explicar. Tudo aqui é diferente e eu não consigo estar no meu canto tranquilo por mil e uma coisas se atravessarem no meu pensar e eu fico sem saber o que fazer a seguir. Tento adivinhar respostas, perguntas, assuntos, reacções que possam vir a acontecer. Gostava de saber pensar, de saber pensar do outro lado, assim sabia o que lá se sente e sabia como por as emoções dentro do lado que desconheço, dum lado indeterminado que não vai lá com cálculos. Será que a indeterminação tem uma solução? Será que é possível resolver ou vai dar impossível? Por mais que me custe admitir a matemática esta em tudo e nós sofremos por ela! Possivelmente há destino e ele ajuda-nos no que acha que deve ajudar, mas também nos complica a vida e nos faz pensar. Não sei que dizer nem o que fazer para que sejam as coisas, pelo menos desta vez, diferentes do que têm sido: assim com um toque de facilidade, com o toque de “agora quero ajudar-te”, mas, para variar, continua a complicar, a complicar, a fazer pensar, pensar, pensar, a tentar ver onde a paciência consegue chegar! Se calhar nem chega ou deixa de chegar porque não fomos feitos para desperdiçar momentos da vida à esperar que algo aconteça, mesmo quando não nos cabe a nos fazer qualquer coisa num determinado momento. Já que estamos no mundo do pensar, eu gostava de perguntar porque temos consciência: para que serve? É útil? É vantajoso? É desvantajoso? Eu só me lembro de “ter peso na consciência”, “ter consciência que fiz mal”, “ter consciência que se devia fazer de outra maneira". Assim acho que é mau termos a consciência, porque sem ela éramos mais felizes. Fazíamos as coisas sem darmos importância se era uma coisa boa ou má, até porque, se houvesse outra pessoa em causa, não nos ia julgar em nada que fizéssemos, pois também não teria consciência de nada. Namorávamos por intuição, éramos amigos porque calhou, não havia conflitos, não havia nada que nos fizesse pensar como havíamos de agir. A consciência até já está a ser desvantajosa, porque me está a fazer imaginar (pensar) como seriamos sem ela: uma coisa que nos dá coisas tão boas de podermos sentir, como o amor, a amizade, a saudade, o afecto, o carinho! Afinal é bom termos a consciência de que sentimos isso ou não? Estou aqui a pensar se seria possível haver a consciência que nos fizesse não ter consciência das coisas; que nos impedisse de pensar, tal como nos pode impedir de agir. Depois de tanto pensar num mundo impossível, começo por pensar que coisas podem acontecer mesmo que, à partida, se mostrem bastante impossíveis, coisa que nos é incutida pela consciência! Esta malandra está em todo o lado, não nos larga e faz-nos ter, como diz Fernando Pessoa, “momentos de felicidade”.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Pico Da Vida

















Quando a tristeza me arrefece a alma, sinto-me obrigado a desaguar a mágoa no que me dá prazer. Assim, eu toco viola e vou compondo músicas. Estas músicas com um conteúdo, por vezes pobre, fazem libertar todas as sensações do momento e deixar-me num estado de espírito tão cansado que por alguns momentos estou impossibilitado de sentir, (é claro que isto é uma hipérbole, nós estamos sempre a sentir). Os sentimentos são origem de algo que nos toca por dentro, trazendo-nos felicidade ou não; é algo que nós não podemos querer sentir, mas que sentimos sem querer, tal como o amor. Já se tem ouvido falar, muitas vezes, que “o amor não é algo que queremos sentir, mas algo que sentimos sem quer”.

As circunstâncias da vida têm-me levado a escrever tanto que as minhas músicas têm ficado cada vez mais ricas em novas ideias, em novos assunto e em novos sentimentos. Por vezes, sinto que não devo revelar o que me vai na alma, então, aí, as minhas músicas são compostas em inglês. Não sei se correcto, mas opto por vocabulário mais básico. Foi esta a maneira que arranjei para “esconder” os meus sentimentos, pois nesta altura da minha vida por mais que doa, os sentimentos acabam por desaparecer.

Estou na melhor fase da vida onde devo aproveitar ao máximo: divertir-me, conviver com muitas pessoas, arranjar amigos, estar com quem quero, fazer o que gosto.

Comecei a aprender a tocar viola por volta dos 16 anos. Nessa altura, tinha virado moda! Eu que sempre ouvia o meu irmão a tocar viola, achei que seria interessante aprender também. Então punha-me em frente ao computador e ia vendo as posições e tentando fazê-las. Aprendi a tocar viola em casa, sozinho. Achei tentador tocar músicas inventadas. Tudo começou por brincadeira! Depois comecei a perceber que me sentia noutro mundo (num mundo bem mais tranquilo) quando tocava viola e sentia os sentimentos impostos pelas mesmas.
Agora sinto a evolução, sinto palavras novas a surgirem na minha cabeça para eu as escrever no papel. Depois fazer uma frase, fazer uma estrofe, fazer uma nova canção!
Antes escrevia tudo aquilo que acreditava que existisse, mesmo que baseado em «forças místicas» que não tenho a certeza se existem. Forças essas poderosas como o destino. Destino esse que traça o futuro, e que me levava a pensar que não estava a ser bom para mim. Então eu exprimia esse meu sentimento nas músicas que compunha, mostrando-me desagradado com o que me iria “sair na sorte” no futuro!

Contudo, devido a acontecimentos da vida, por vezes bons e por vezes maus, sei que pode haver, não destino, mas consequência das escolhas que tomamos: que não temos destino certo, mas destino provisório que pode ser alterado de dia para dia. Então eu surjo no mundo para decidir o que fazer, e fazer no dia como se fosse o último: nunca “deixar para amanha o que posso fazer hoje”. As oportunidades não surgem, criam-se.

Esta serie toda de momentos, é que me levou a estar aqui agora. Estar aqui a mostrar o que sinto, a mostrar o que escrevo. Não quero mostrar ao mundo que estou bem ou estou mal, quero mostrar que escrever enriquece a alma e faz com que não nos sintamos sós.

Desta maneira escrevo, escrevo sempre que estou triste, sempre que se me entranha um aperto no coração que me deixa num estado lastimável. (No entanto, continuo a escrever as minhas letras e a compor as minhas músicas!) Eu escrevo os textos com a mesma seriedade como quando falo com alguma pessoa ou com a própria pessoa em causa.

Escrevo como se tivesse a falar, sempre sem voltar atrás para corrigir uma ou outra palavra, isto porque eu não quero pensar! Recuso-me a pensar! Sei que é impossível porque o simples facto de escrever faz-me pensar, mas quero, pelo menos, pensar o mínimo, sentir o mínimo, aproveitar ao máximo! Aproveitar ao máximo o PICO DA VIDA!