sábado, 6 de dezembro de 2014

BEM OU MAL?

Por coincidência ou não, hoje quando 
procurava algo sem importância no meu 
quarto encontrei no meio dos cadernos e 
coisas fora do sítio um livro. Este livro é 
igual a tantos outros, com a particularidade 
de estar meio lido. Um livro que só foi lido 
metade e agora andava ali abandonado como 
muitas vezes eu sinto estar. Curiosamente este 
livro traz uma capa divida em duas imagens onde 
uma delas é evidente o azul e noutra o vermelho. O 
frio e o quente. O céu e o inferno. O bem e o mal. E 
por milhares de coisas que se possam passar na nossa ca-
beça, isto não podia passar em vão. Ainda mais curioso é, que
a imagem em tons vermelhos, é maior. Ocupa quase dois-terços 
da capa e isso ainda nos intriga mais. Porque é que a parte que nós 
interpretamos como a má, é maior? Para quem não conhece o livro 
e visse esta capa, ficaria intrigado como eu (que sei 
metade), se fosse alguém que olha para as coisas sem-
pre da forma metafórica. Mais curioso é o porquê de ter 
sido hoje a reparar nisso a pensar nisso. Será um sinal? 
Será que quem desenhou a capa,
quem pensou como ela ia ser feita fê-lo por acaso? É 
estranho quando olho para ela e sinto a impressão de 
que a imagem que representa o bem, está a ser 
consumida pelo mal. É mais estranho ainda, 
quando eu vejo nesta capa as pessoas da vida 
real. Quando sinto que é isto que nós somos. O mal 
a alastrar. Ou somos ou sentimos, temo-lo sempre 
connosco. Até eu, por ter essa impressão 
de que a imagem má esta a consumir 
a boa.Talvez seja um acto sem esperan-
ça, talvez ache que um dia o pessimis-
mo vai nos consumir e nós vamos viver
na amargura para sempre. É certo que 
talvez um dia toda a representatividade 
da imagem a azul, do bem, seja esquecida 
em função do mal.Se tenho medo, ou algum 
medo, tenho e acho que é disto, de que, na outra 
metade da história que eu deixei por ler, o mal vença.    

sábado, 27 de setembro de 2014

«...E QUE SEJAM FELIZES PARA SEMPRE»


Acho que ainda me lembro do “casamento” quando era criança. Ia ao dicionário e via: acto de casar. Que coisa tão normal que parecia esta palavra. Mas com o passar do tempo encontrei outros significados, mas mesmo assim o valor que lhe dava não se altera muito. A minha visão de casamento não passava para além de um dia onde iria brincar (quando era pequenino) com os meninos que também iam ou estar com o grande grupo de pessoas que ia, passar a tarde a comer e antes disso, no meio da igreja, ver dois adultos a darem um “beijinho” mesmo em frente a toda a gente.
Só que chega um dia onde tudo muda, onde aquela palavra tão normal mexe comigo e se torna a principal coisa na minha cabeça. Ainda a faltar muito tempo para o “Grande Dia”, já se vive, um pouco, em função disso. Parece que uma nova luz surge na vida. Isto não é brincadeira, acontece mesmo! Solto um sorriso, e sinto algo estranho por dentro, ao pronunciar essa palavra: casamento. E começa a fazer mais sentido! Isto tudo porque alguém próximo disse: “Vou casar”, e neste momento todo o sentimento de surpresa se transforma em emoções inexplicáveis que acho que não sei traduzir por palavras.
Bem, agora que já me fiz entender do novo, mas o mais real, significado de casamento, mesmo que não seja (como é óbvio!) o protagonista da “cena”, sinto o dever de dizer que este não é mais um casamento. Arrisco até a dizer sem receio de que este é «O Casamento». Neste momento é mesmo! Com isto quero dizer que não é um qualquer, mas sim o casamento do meu “mano”- até dá vontade de contar a toda a gente! E, se parece que isto não é o suficiente, tenho ainda a dizer que ele me escolheu para padrinho de casamento. Então, agora já se percebe todo o sentimento em relação a esta cerimónia?
Mas claro, como é fácil de perceber não pode ser só o facto de ser o casamento do meu irmão favorito que faz com que se tenha um conjunto inexplicável de sentimentos relacionados com esta data. Também a protagonista deste dia, tem muita influência.
Quando imaginei como seria a noiva do meu irmão, imaginei que fosse uma pessoa bonita, simpática, bondosa, humilde e todas essas características boas de uma pessoa, e que principalmente o fizesse feliz. Bem, parece que a minha imaginação foi demasiado limitada pois acho que superou todas as minhas expectativas. Então naquela parte em que ouço a dizer “este arroz foi feito pelo Tiago”, consolidei logo a minha ideia de que ela era a pessoa certa. É que admito que, quando era mais novo, nem em sonhos imaginaria ouvir isto alguma vez. E a coisa mais engraçada é que comi desse arroz e, para meu espanto, sabia mesmo a arroz! Estava bom! E, como é claro, isso deixou-me ainda mais feliz – não propriamente a parte do arroz, claro! Por isso, Tiago – agora dirijo-me a ti –, naquela parte do “aceita a Cláudia para sua esposa…” diz logo que sim! Eu não me importo que, após isso, lhe dez aquele “beijinho” em frente a toda a gente, como estranhava quando era criança. Eu fecho os olhos!
Não me alongo muito nas palavras porque eu sou mais apologista dos gestos e do que das palavras. Mas também não gosto de deixar nada por dizer! Com isto espero, sinceramente, que ambos retirem destas palavras o melhor, mas que para além disso tirem deste meu tempo dedicado à escrita como um gesto de afecto por este dia. Mas não só! Também por ambos vocês.
Acho que já está na altura de desejar as maiores felicidades do Mundo para a vossa vida. Desejar que isto sejam um “para sempre” e, mais importante ainda, que seja o inicio de “um final feliz”! Assim como nas histórias encantadas!
Acho que não se importam que termine este texto com mais uma «frase feita»: “foram feitos um para o outro!”. E tenho a certeza de que aquela ”ida ao pão” ou o “passear o cão” - tal como a música “balada astral” diz - não foi em vão. E assim, “ensarilharam-se…. As estradas dos dois”.

MUITOS PARABÉNS AOS NOIVOS!!


segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Estou Aqui

É quando choras e não queres acreditar
É quando a tristeza parece vir para ficar
É quando afirmas que não és capaz
É quando descobres que não podes voltar atrás

Que eu estou aqui,
Eu estou aqui

É quando imaginas que não vais ter paz
É quando sentes que o esforço não satisfaz
É quando o mundo estiver quase a desabar
É quando desejas ver o tempo a parar

Que eu estou aqui
Eu estou aqui

Eu estou aqui
Para quando quiseres
Eu estou aqui
Para o que der e vier

É quando fazes o que queres sem hesitar
É quando dizes por dizer e sem pensar
É quando pensas que algo não aconteça
É quando permites que o sorriso desapareça

Que eu estou aqui
Eu estou aqui

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Conselho

Quando olhas para ti, ouves o que dizem de ti?
Se pensas ser assim, então tens que me ouvir!
Tu não és nada daquilo, que os outros falam de ti
Presta muita atenção, até ao fim

vou falar, vais ouvir
vais pensar e sentir
o meu conselho
tu não és nem serás
simplesmente o que vês
frente ao espelho

nós não somos somente
nem assim tao transparente
como o vento
vais poder reparar
e até encontrar
que és mais por dentro

terça-feira, 3 de junho de 2014

Sonho

Estive contigo sem tu saberes
Estava contente por te ver
O teu sorriso ainda brilhava
Mas admito que não esperava

Falei aquilo que está guardado
No coração em todo o lado
Mas não importa o que foi dito
O que deu gosto foi estar contigo

Para que falar, se não há ninguém
Para que sentir, sem saber por quem
Para que querer, sem liberdade
Para que caminhar, se me perco nesta cidade

O sol irradia, 
Tudo o que queria poder dizer-te
Faz com que sorria,
De uma fantasia de não esquecer-te
Na noite escura
A lua é só tua e vais perceber-te
Entra no sonho
Que eu emponho o prazer de receber-te

E melhor foi quando percebi
Que também querias estar ali
E a paisagem estava em sintonia
Por mim ficava lá todo dia

Mas mais uma vez deixei passar 
Aquele momento de te abraçar
Foi uma despedida que não dei
Fiquei tão triste quando acordei

quarta-feira, 2 de abril de 2014

MENSAGEM DE ANIVERSÁRIO



Normalmente costumo ter mais palavras para dizer, mais sentimentos para repetir, mas desta vez optei pelo Silêncio. O Silêncio também é uma maneira de mostrarmos o respeito, o carinho, o afecto e a ligação que temos por uma pessoa, apesar de, desta vez, não ser simplesmente uma pessoa, mas sim a Minha Mãe!

(E este ser o Meu Silêncio...!)

No entanto, sem quebrar o Meu Silêncio de respeito, carinho, afecto e ligação, vou dar-te os MEUS PARABÉNS, MÃE! E estes, não são uns parabéns quaisquer, são os parabéns do teu filho mais novo (e mais bonito, claro!).

Ainda durante o Meu Silêncio vou aproveitar para te deixar esta música que mostra que não é só de pequeno que se tem este desejo "de voltar para os braços da minha Mãe".

Sem receio que este meu Silêncio, que repito ser de respeito, carinho, afecto e ligação, seja quebrado, vou transmitir algo que nunca será preciso dizer, nem repetir: «Gosto muito de ti, Mãe!».




quarta-feira, 19 de março de 2014

É A Vida

Farto
Deste mundo ingrato
Que me quer o braço
Quando dou a mão
E faz
Com que o que faço
Pareça ser escasso
Pareça ser em vão

Triste
Desta maluquice
Do diz que disse
Sem se perguntar
E deixam se ir
Pelo que estão a ouvir
Sem deixar
Explicar

Limpa os olhos
Levanta a cabeça
Mantêm-na erguida

Alarga o sorriso
E mostra a quem
Está na tua vida

Não penses
Que o tempo
Para ou volta atrás

O que não
Vives hoje
Amanha não terás

Contente
Com toda esta gente
Que de repente
Me quer levantar
Sacode a dor
E dá o melhor
Sabor
Da vida

Alegre
Com esta amizade
Que me dá vontade
De continuar
A rir de mim
Sorrir sem fim
Aprender
é o que devo dar


sábado, 22 de fevereiro de 2014

Fraqueza

O tempo passa 
e quando passa faz com que eu te esqueça
Quando me deito
a chuva cai faz com que não adormeça
Tu és aquela
que um dia será maior do que eu
E vais fazer 
com que o que eu faço não seja mais meu


Vais arrancar de mim
Tudo aquilo que é meu
E vais deixar de ti
Um resto de tudo, um resto teu


E se tentar
acreditar que não é o meu fim
E se pensar 
que não quero que seja assim
Talvez não queira
o mundo todo a rastejar aos meu pés
O que preciso
é de um sorriso mais e mais uma vez