Acho que ainda me lembro do “casamento” quando era criança. Ia ao dicionário e via: acto de casar. Que coisa tão normal que parecia esta palavra. Mas com o passar do tempo encontrei outros significados, mas mesmo assim o valor que lhe dava não se altera muito. A minha visão de casamento não passava para além de um dia onde iria brincar (quando era pequenino) com os meninos que também iam ou estar com o grande grupo de pessoas que ia, passar a tarde a comer e antes disso, no meio da igreja, ver dois adultos a darem um “beijinho” mesmo em frente a toda a gente.
Só que chega um dia onde tudo muda, onde aquela palavra tão normal mexe comigo e se torna a principal coisa na minha cabeça. Ainda a faltar muito tempo para o “Grande Dia”, já se vive, um pouco, em função disso. Parece que uma nova luz surge na vida. Isto não é brincadeira, acontece mesmo! Solto um sorriso, e sinto algo estranho por dentro, ao pronunciar essa palavra: casamento. E começa a fazer mais sentido! Isto tudo porque alguém próximo disse: “Vou casar”, e neste momento todo o sentimento de surpresa se transforma em emoções inexplicáveis que acho que não sei traduzir por palavras.
Bem, agora que já me fiz entender do novo, mas o mais real, significado de casamento, mesmo que não seja (como é óbvio!) o protagonista da “cena”, sinto o dever de dizer que este não é mais um casamento. Arrisco até a dizer sem receio de que este é «O Casamento». Neste momento é mesmo! Com isto quero dizer que não é um qualquer, mas sim o casamento do meu “mano”- até dá vontade de contar a toda a gente! E, se parece que isto não é o suficiente, tenho ainda a dizer que ele me escolheu para padrinho de casamento. Então, agora já se percebe todo o sentimento em relação a esta cerimónia?
Mas claro, como é fácil de perceber não pode ser só o facto de ser o casamento do meu irmão favorito que faz com que se tenha um conjunto inexplicável de sentimentos relacionados com esta data. Também a protagonista deste dia, tem muita influência.
Quando imaginei como seria a noiva do meu irmão, imaginei que fosse uma pessoa bonita, simpática, bondosa, humilde e todas essas características boas de uma pessoa, e que principalmente o fizesse feliz. Bem, parece que a minha imaginação foi demasiado limitada pois acho que superou todas as minhas expectativas. Então naquela parte em que ouço a dizer “este arroz foi feito pelo Tiago”, consolidei logo a minha ideia de que ela era a pessoa certa. É que admito que, quando era mais novo, nem em sonhos imaginaria ouvir isto alguma vez. E a coisa mais engraçada é que comi desse arroz e, para meu espanto, sabia mesmo a arroz! Estava bom! E, como é claro, isso deixou-me ainda mais feliz – não propriamente a parte do arroz, claro! Por isso, Tiago – agora dirijo-me a ti –, naquela parte do “aceita a Cláudia para sua esposa…” diz logo que sim! Eu não me importo que, após isso, lhe dez aquele “beijinho” em frente a toda a gente, como estranhava quando era criança. Eu fecho os olhos!
Não me alongo muito nas palavras porque eu sou mais apologista dos gestos e do que das palavras. Mas também não gosto de deixar nada por dizer! Com isto espero, sinceramente, que ambos retirem destas palavras o melhor, mas que para além disso tirem deste meu tempo dedicado à escrita como um gesto de afecto por este dia. Mas não só! Também por ambos vocês.
Acho que já está na altura de desejar as maiores felicidades do Mundo para a vossa vida. Desejar que isto sejam um “para sempre” e, mais importante ainda, que seja o inicio de “um final feliz”! Assim como nas histórias encantadas!
Acho que não se importam que termine este texto com mais uma «frase feita»: “foram feitos um para o outro!”. E tenho a certeza de que aquela ”ida ao pão” ou o “passear o cão” - tal como a música “balada astral” diz - não foi em vão. E assim, “ensarilharam-se…. As estradas dos dois”.
Acho que não se importam que termine este texto com mais uma «frase feita»: “foram feitos um para o outro!”. E tenho a certeza de que aquela ”ida ao pão” ou o “passear o cão” - tal como a música “balada astral” diz - não foi em vão. E assim, “ensarilharam-se…. As estradas dos dois”.
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