quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Ilusão&Desilusão


(Narrador) Esta gente inconsciente
diz que sente de repente
de repente é diferente
só que mente

assim falam sem querer
pobre de quem está ouvir
o que importa é saber
que vão sofrer

e depois vão se esconder
por de trás de um feitio
gostavam de um sorriso
mas mantêm-se frios

(Ele) «O que eu sinto por ti
não sei bem explicar
mas não vivo sem ti
e nem posso mais chorar

porque as lágrimas secaram
dos meus olhos incontrolados
de sentimentos pegados»
(narrador) mas o peito relaxado

(Ela) «mas que grande coração
despertaste a paixão
acho que encontrei
o "tal" que sonhei

tudo em ti é perfeito
já nem vejo os defeitos
e são beijos e mais beijos
és o o meu desejo»

(Narrador) Esta gente inconsciente
diz que sente de repente
de repente é diferente
só que mente

(Ele) «já não posso mais te ouvir
já não gosto mais de ti
nunca mais te direi
porque sempre duvidei

mas não soube ocupar
somente o meu lugar
vou deixar-te ficar
a chorar, a chorar

Por ai, por ali
a chorar, chorar
e nunca mais
me lembrar de ti»


(Ela) «só que um dia me dizias
que era tudo que tu querias
que eu era a tua vida
sem mim até morrias

e morreste de rajada
já não penso em mais nada
para ti foi bonito
para mim uma fachada

e eu choro por aqui
ou ate por ali
sei que tas na memoria
mas no fundo te esqueci»


(Narrador) Esta gente inconsciente
diz que sente de repente
de repente é diferente
só que mente

Era isto que contava
uma palavra é um palavra
que já não serve para nada
só para dizer na cara

«podes ir pelo caminho
que tu bem preferires
eu estou bem como estou
não adianta dizeres

que loucamente
tu já sentes de repente
de repente é diferente
porque mentes»

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O Que Te Contei

Não contes a ninguém
O que eu te contei
Não contes a ninguém
Nem mesmo ao teu Pai

Não sei se disseste 
Tudo que pretendias
Porque não falaste
Daquilo que tu querias

Assim andamos nós
Nestes casos sem fim
Já dizia os avós
"Antes não era assim"

Eles falavam, um com o outros
Eles diziam, o que sentiam
Eles dançavam, junto ao porto
Eles sorriam, eles sorriam

Não contes a ninguém
O que eu te contei
Não contes a ninguém
Nem mesmo ao teu Mãe
Nem mesmo ao teu Pai
Não contes a ninguém  

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Refúgio Da Esperança



Espero que a noite passe
Mesmo que me chamasse
Espero que a noite passe

Espero que o dia venha
Mesmo que me entranhe
Espero que o dia venha

Acordar-me daqui
D'onde espero sair
E se for, não voltar
Espero que a noite passe, por passar

Espero que a chuva passe
Mesmo que não molhasse
Espero que a chuva passe

Espero que o sol renasça
Mesmo que nao m'aqueça
Espero que o sol renasça

P'ra acordar-me daqui
D'onde espero sair
E se for, não voltar
Espero que a chuva passe, por passar

Espero-te na lembrança
Que quem espera sempre alcança
Mesmo para quem se cansa
Do refúgio da esperança
Do refúgio da esperança

P'ra acordar-me daqui
D'onde espero sair
E se for, não voltar

Espero que a chuva passe, por passar
P'ra acordar-me daqui

D'onde espero sair
E se for, não voltar
Espero que o sol renasça
Refúgio da esperança

quinta-feira, 28 de março de 2013

Até Ao Fim


E assim gritaste do teu fundo p’ra mim.
E assim falaste num segundo é o fim.

Quero-te ouvir dizer:
Por favor, deixa-me sentar.
Quero-te ouvir dizer:
Por favor, deixa-me falar.
Quero-te ouvir
Quero-te ouvir dizer:
Não era o que eu queria.
Quero-te ouvir dizer:
Prometi que não te esquecia.

E assim gritaste do teu fundo p’ra mim.
E assim falaste num segundo é o fim.

Porque eu falei,
Mas não soube o que dizer.
Porque eu não sei,
Nem nunca vou saber.
Porque eu,
Porque eu chorei,
Lágrimas ao fim do dia.
Porque eu achei
Que depois eram de alegria.

E assim gritaste do teu fundo p’ra mim.
E assim falaste num segundo é o fim.
E assim gritaste do teu fundo p’ra mim.
E assim falaste num segundo é o fim.

Quero-te ouvir dizer:
Por favor, deixa-me ficar.
Quero-te prometer:
Que quando te vir chorar
Vou limpar as lágrimas dos teus olhos
Vou limpar as lágrimas dos teus olhos

Porque eu chorei,
Lágrimas ao fim do dia.
Porque eu achei
Que no fim eram de alegria.

Porque eu olhei… só p’ra ti.
Porque eu sonhei… até ao fim. 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

ISSO FASCINA-ME!


Ei, nem me perguntem isso! Já viram bem aquele sentimento? Ninguém sente assim. Só um Coração Puro. Sou sincero, fascina-me isso! Fascina-me porque transmite o que realente sente, sempre!
Qual seria a sensação de conseguir agarrar naquele brilho ocular e através dele sentir todo o sentimento que ele transmite? Depois disso já ninguém ia querer estar nas nuvens, mas sim sentir o amor que aqueles olhos reluzentes transmitem. Sonho de qualquer um poder ser alvo daquele olhar. Os olhos não mentem!
Qual seria a sensação de conseguir medir o amor por segundo que aquele Coração bate quando é enunciado alguém querido? Depois disso iam esquecer o paraíso e querer viver a ouvir aquele bater. São montes de sentimentos que me fazem chorar, chorar de alegria, de emoção. Sonho de qualquer um poder ser alvo daquele coração. O coração, simplesmente, sente!
Qual seria a sensação de ficar horas a ouvir o sentimento com que as palavras lhe saem da boca? Esse? Já eu senti! Não existem palavras com tanto valor para explicar. Imóvel. Maravilhado. Sem palavras. Sonho de qualquer um poder ser alvo dessas palavras.
Admito que tentei testar se isto era verdade, mas não consegui. Era como se o meu cérebro parasse de funcionar e estivesse eu a ser controlado pelo Coração. A minha boca não deixava sair palavras; as minhas mãos inchavam para não sair dos bolsos; o meu corpo pesava, gravitacionalmente, levando-me até á parede; os meus olhos ansiavam as lágrimas para lubrificar-se por não quererem pisar; e o Mundo parou!
É o valor dado às palavras ao falar, que fazem com que elas façam o perfeito sentido que devem ter, mas e estas? Estas imobilizam-nos logo, mas só fisicamente e mentalmente, porque sentimentalmente, sentes mais do que nunca.
Verdade seja dita: as palavras podem valer pouco, mas vindas de um Coração Puro, valem muito! E como já sabem, isso fascina-me! 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

COMPLEXO?



Complexo? Complexo é a testemunha de como anda a minha cabeça. De como dentro dela o cérebro se encontra recebendo o sangue bombeado de um coração confuso e triste. Depois queixam-se. Queixam-se de ser incompreensível, de ser estranho. Obrigado, digo eu, obrigado. Venham fazer melhor trabalho com uma máquina amolgada, abatida. Com uma máquina carente de afeto, carente de atenção, carente de amor. É tão triste trabalhar onde não se quer, como sentir o que não se gostam e não sentir o que se gosta. Sofrer sem razão, sorrir sem razão, chorar sem razão, falar sem motivo, andar sem sentido, deitar e dormir leve que nem uma pena, feito algodão. O algodão não engana, o coração também não e os olhos são os portadores desse sentimento. Brilham ao sol, choram á chuva, murcham com o tempo cinzento, arrebitam com o céu limpo. Limpo de quê? Limpo de desavenças com o passado, limpo para alegrias no presente e felicidade no futuro. Queremos isso! E depois pensas: ainda complexo? 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

E ASSIM A CHUVA CAIU



E assim a chuva caiu. Tempestades e tempestades de desaires, consequentes de escorregadelas inconscientes que tornam cada dia aborrecido, monótono. Qual é o sentido de saber que, amanha de manha, vamos voltar a cair? A única aventura que temos é em nos levantar após a queda! Não seria mais arriscado fazer-nos á queda e depois aventurar-nos a levantar outra vez? Eu não tenho medo de cair e tenho coragem para me levantar, mas ninguém mais consegue sentir o desespero de se saber que a qualquer momento vamos nos espalhar no chão molhado, cheio de impurezas, sujo!