quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

COMPLEXO?



Complexo? Complexo é a testemunha de como anda a minha cabeça. De como dentro dela o cérebro se encontra recebendo o sangue bombeado de um coração confuso e triste. Depois queixam-se. Queixam-se de ser incompreensível, de ser estranho. Obrigado, digo eu, obrigado. Venham fazer melhor trabalho com uma máquina amolgada, abatida. Com uma máquina carente de afeto, carente de atenção, carente de amor. É tão triste trabalhar onde não se quer, como sentir o que não se gostam e não sentir o que se gosta. Sofrer sem razão, sorrir sem razão, chorar sem razão, falar sem motivo, andar sem sentido, deitar e dormir leve que nem uma pena, feito algodão. O algodão não engana, o coração também não e os olhos são os portadores desse sentimento. Brilham ao sol, choram á chuva, murcham com o tempo cinzento, arrebitam com o céu limpo. Limpo de quê? Limpo de desavenças com o passado, limpo para alegrias no presente e felicidade no futuro. Queremos isso! E depois pensas: ainda complexo? 

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