segunda-feira, 21 de junho de 2010

O "AGORA"


Não poderia, nem posso saber o que sou aos olhos do resto do mundo! Não posso conhecer esse meu “eu” que demonstro aos outros. Também não conheço todos os “eu” que me constituem, certamente, são muitos, muitos e com características diferentes, mas sempre com o mesmo coração. Confronto-me todos os dias com a relação passado e futuro, unidos pelo presente, presente esse que é cada o “agora”, mas que passado um segundo esse “agora” passa a ser passado. Neste agora que já será passado, eu pensei e comecei a escrever. Não sabia o que iria sair nas palavras que escrevia, mas nem agora sei. Vou é adivinhando a cada “agora” que passa. Sinto, porém, que a minha vida teve outro início, é como o livro da minha vida fosse relatado não como uma historia coerente e uniforme, mas com várias histórias de um rapaz que tem formas diferentes de viver, mas sempre com as suas características iniciais, sempre com a aparência inicial, sempre, e mais importante, como o mesmo coração que sempre teve. É este menino que chora por um passado, que a seu ver não foi muito bom, mas mesmo assim sente saudades. Sente a angústia de não ter sido diferente. No entanto, ele quer aproveitar cada momento da sua vida mais presente, para compensar todos os momentos que perdeu. Infelizmente, a vida proporciona-lhe certos contratempos que o faz estar sempre em estados emocionais diferentes e que lhe traz desconforto.

Esta nova fase da minha vida mostrou-me que, havia uma forma de poder conversar com alguém que não questiona-se o que eu fiz, por apesar de bem ou mal fiz consciente no momento que surgiu. Então, escrevo, escrevo da melhor maneira que sei, da maneira que o meu coração me leva a escrever, e sai isto. A alegria, a tristeza, o orgulho, a angústia. É o que me leva a reproduzir no papel virtual do computador as letras, dando origens a palavras, a frases, a um texto, a um sentimento revelado.  

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