Estava escuro. Lembrei-me de que o Sol era muito
contente, porque ele estava sempre connosco de dia e todos o podiam observar e
todos podiam falar-lhe. Isto fez-me ter pena da pobre Lua, que vive a noite
quase sozinha. Quase porque durante a noite ela pode ver aquelas pessoas
malucas que andam na rua as tantas, onde a maioria já estão estateladas no chão
por causa do álcool. Pior do que ela passar a noite toda a ver estes pelintras
é poder observar as pobres pessoas que vivem na rua, porque não tem casa.
Resumidamente, a Lua vê a desgraça do mundo. Na escola aprendi que a Lua é o
único, como é que é o nome, hum, ah! Satélite Natural da Terra. À noite, às
vezes, tem a companhia das estrelas, mas elas estão tão longe que nem devem
poder conversar. Foi assim que eu decidi ir para a varanda observar a Lua e fazer-lhe companhia, e
se possível, conversar com ela para saber mais.

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