quarta-feira, 2 de novembro de 2011

FRUSTRAÇÃO


Frustração. Já o sentiram? Não?! Então não estão no meu Mundo. Ou não estão conscientes do que se está a passar mesmo em frente aos vossos olhos. Se me perguntarem o que defino como frustração, a minha resposta será “não sei”. No entanto sei que o sinto, pois não estou chateado com o mundo que me rodeia. Não estou magoado. Sinto apenas injustiça trás de injustiça e sinto-me incapaz de conseguir mostrá-lo aos outros. O que sinto está baseado nisso. Acham que não tenho motivos para sentir frustração?
O que me frustra é o facto de ver à minha frente o Mundo a “cair” e não poder “segurá-lo”, ajudá-lo a recompor-se. É o facto de sabermos que algo é errado, mas não podermos fazer nada para melhorar, pois, atualmente, os “bons” são vistos como “maus” e os “maus” como “bons”.


Notamos uma coisa na sociedade juvenil actual: quem são os “adolescente populares”? Os que se importam com o futuro? Os que estudam para tirar um curso para poderem arranjar um bom emprego futuramente? Os que querem o bem dos outros? Os que lutam em prol de um melhor lugar para estar? Os que sabem que o álcool não deve ser ingerido em abundância pois pode prejudicar a nossa saúde? Os que sabem que fumar pode provocar montes de doenças cancerígenas que nos levam à morte? NÃO. E mais perguntas obteriam esta resposta.

Na mentalidade atual dos jovens o álcool e as drogas, principalmente o tabaco, são estimulantes para o sucesso nas amizades, nos grupos sociais. São necessários para se integrar, para que gostem deles. Porque fará um copo de vodka ganhar mais amigos do que a nossa personalidade? Poderia ser a pior pessoa do mundo, ser rude e egoísta, hipócrita e mal educado, não me importasse minimamente com ninguém, e mesmo assim iria ser visto como um “bacano”, ter os meus amigos “bacanos”, iria-me integrar, pois tinha um copo de cerveja na mão, já depois de ter ingerido um tanto. As conversas iriam ser sobre a bebedeira de ontem à noite, sobre a “ganza” da semana passada.


Agora peço um momento para questionar. Bem, somos considerados animais racionais, que “supostamente”, deveríamos ser os seres mais inteligentes do Mundo, do Universo, certo? E quê? Isto é que é inteligência?! Fogo, é caso para perguntar: quem foi o “cérebro inteligente” que inventou tamanha farsa, pá?       

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