Cantava uma Menina de Rosa no seu maravilhoso e espaçoso campo! Colhia as flores, rebola no chão, saltava, corria, ficava, pensava. Era feliz! O seu contacto com os animais, com as flores, com o campo, era magnífico. A Menina era encantadora. Esboçava o seu lindo sorriso que despertava olhares a todos que passavam. Exprimia os seus brilhantes olhos que faziam iluminar mentes perdidas. Soltava o seu belo cabelo nas frescas frisas da manhã e alertava todos os corações curiosos que passavam. Movimentava o seu deslumbrante corpo ao sabor do vento que espantava quem caminhava por tais caminhos: tão próximos do campo. Doce e inocente Menina que, com o seu simples permanecer no mundo, colocou todo o mundo em repouso, para admirarem sua pura e majestosa beleza. Eram muitos os seus pretendentes, mas nenhum conseguira ter a capacidade para amar tão bonita Rapariga. No entanto, num dia, em que excelentes raios de sol irradiavam a linda cabeça da menina, passara, despercebido, um pequeno Rapaz de Azul, que nunca antes teria passado por tal admirável campo (onde estava presente a tal encantadora Menina.). Ficou admirado! Olhou intensamente a pequena Rapariga, revelando-lhe um rosto rosado de vergonha, de timidez. Mesmo sendo sempre a Rapariga tão desejada por multidões de corações andantes, nunca tinha contemplado tal Menino. Ninguém poderá saber o que passou naquele momento na cabeça dos dois meninos, mas o certo é que a partir de então, o maravilhado Rapaz passou uma, duas, três, várias vezes por aquele campo para admirar a inofensiva Rapariga. Tudo começou a tornar-se diferente! Agora os dois Meninos guardavam para dentro de seus corações a timidez e despertavam de si belos sorrisos quando perto um do outro. Sentiam-se como já se conhecessem desde sempre! Não poderiam eles saber seu passado! O que se sabia era que o Menino gostava de se encontrar com a sua encantadora Menina. Extenso tempo se passou, e a rotina era sempre a mesma, mas a cada dia surgiam palavras novas, sorrisos novos e fazia emergir cada vez mais para o alto o sentimento interior dos dois Meninos. Um dia, o Rapaz de Azul decidiu revelar novas palavras que pensara não entrarem no dicionário do coração da Rapariga de Rosa. Passou tempos e tempos a alimentar uma saudade. Não ia passar pelo campo, pois encontrava-se a pensar como iria reagir a sua maravilhosa Amada. Sabia que o sentimento dentro dele era real, era verdadeiro, era sério! Certo dia, o Menino, por uma vez na vida, respirou determinação, coragem, confiança, desejo intenso, e colocou, de novo, pernas a caminho até ao espaçoso campo. Quando chegou lá, não se depara com a Rapariga. Sentira que a saudade não tinha chegado ao coração dela. Então, pegou num bocado de telha perdido no chão, arrancou um pedaço de madeira partida da vedação que estava a contornar todo o campo e escreveu tudo o que sentia, tentando mostrar toda a veracidade do sentimento escrito, e pedindo uma resposta. Colocou-o no chão, esperando que fosse a Rapariga, que tinha conhecido e, da mesma maneira se apaixonado, que a encontrasse. Mais tempo esperou, mas nenhuma notícia teve até então. Estupidez suou na cabeça do rapaz, quando se lembrou que a Rapariga não sabia onde encontrá-lo. Então voltou ao seu adorado caminho de ida até ao campo. Quando lá chegou, com a sua aselhice e com a sua pressa, tropeçou num pequeno pedaço de madeira. Neste destacava-se a palavra «INSEGURANÇA». O Menino leu e releu, não quis acreditar que acabariam ali os seus maravilhosos dias, que tinha passado com a Menina. Deixou-o, agora, a pensar! Como poderia ter, a Menina, fugido? Como poderia o Menino ter-se enganado tanto ao tentar desvendar o brilho do coração da Rapariga? Como poderia continuar a viver o Menino com aquela dor? Isso tudo não passava de perguntas e suposições que sararam logo que, por mero acaso (talvez), se voltaram a cruzar os olhares dos dois Jovens. Todos os sentimentos foram revelados só no olhar, mas as palavras tornaram tudo mais claro, e o Menino apercebeu-se que era muito difícil estar longe da sua especial Menina e que queria manter a sua relação com ela. Ela também aparentou um rosto triste, que se virou alegre quando tudo se esclareceu! Assim, a Menina de Rosa voltou de novo para o campo, e o Menino de Azul passou outra vez a caminhar pela estrada, até ao encontro dela. Agora a encantadora Menina esboçava o seu lindo sorriso e fazia despertar o olhar do Menino; exprimia os seus brilhantes olhos e fazia iluminar a mente do Menino; soltava o seu belo cabelo nas frescas frisas da manhã e alertava o coração apaixonado do Menino; movimentava o seu deslumbrante corpo ao sabor do vento e espantava o Menino que caminhava por aquele caminho tão alegre, tão próximo do campo. Mais tantos dias se passaram e, apesar de alegre, o Menino tinha na mente a «INSEGURANÇA» daquela fascinante Jovem. Ficou sem saber o que fazer! Continuava a sua especial e interessante rotina, mas sempre a pensar naquilo que tanto lhe incomodava o coração, e que ele queria mudar. Gostava ele de poder incutir à Menina a «CONFIANÇA», sobrepondo-a à «INSEGURANÇA», e fazendo esta desaparecer.
“ – Esperarei por ti! Esperarei por ti até estares preparada! Esperarei por ti até não poder mais! – assegurou o Menino – Quero que saibas que tudo é real e verdadeiro! Quero conquistar a tua confiança, e inspirar ao teu Coração Segurança! “
A magia das tuas palavras *.*
ResponderEliminarOBRIGADO POR TUDO!
ADORO.TE M.A